Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

A Mulher do 25 de abril à atualidade

A Mulher do 25 de abril à atualidade

19/03/18

Movimentos feministas em Portugal

Ao longo da segunda metade do século XX, vários grupos feministas tornaram-se particularmente ativos, conquistando importantes feitos para a igualdade de direitos e deveres.

Foi mais concretamente a partir dos anos 70 que se começaram a notar diferenças mais acentuadas no que passou a ser o papel da mulher na sociedade portuguesa.

Tais mudanças apenas foram possíveis graças aos esforços de várias mulheres que, mostrando o seu desagrado por o que era o suposto lugar da mulher na sociedade, lutaram para que o seu papel tivesse mais impacto na sociedade e para obterem direitos que achavam que mereciam. 

Movimentos como o MLM (Movimento de Libertação das Mulheres) e a UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta) foram criados com os objetivos de lutar pelos direitos das mulheres em Portugal.

Outro dos casos mais célebre por desempenhar um importante papel nesta luta foi o das “Três Marias”. O livro Novas Cartas Portuguesas, escrito por Maria Teresa Horta, Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa pode ser considerado um marco crucial na evolução do pensamento feminista na literatura portuguesa. O livro é composto por fragmentos, o que expressa a própria conceção da mulher portuguesa, mas transmitindo uma só mensagem: a mulher também tem voz, e sabe falar.

Devido ao carácter polémico da obra, o caso foi levado a julgamento, em 1973. As “Três Marias” ficariam conhecidas em todo o mundo pelas repercussões deste julgamento, classificado como a primeira causa feminista internacional. Com a revolução de abril, o caso foi absolvido e, hoje, as Novas Cartas Portuguesas são objeto de estudo nas universidades.

850977.jpg

Após o 25 de Abril, foram criadas organizações cujos objectivos eram lutar pelos direitos das mulheres (direitos esses que mais tarde passaram a fazer parte da Constituição Portuguesa). Exemplo dessas organizações é a UMAR (Organização Não Governamental fundada em 1976. De um percurso de quase 30 anos, a UMAR conseguiu unir várias gerações de mulheres, abrir espaços de intervenção para as mais jovens e atualizar a sua intervenção em novas e "velhas" causas, como o direito à contraceção e ao aborto, a luta contra a violência doméstica, a paridade nos órgãos de decisão política ou o envolvimento em várias iniciativas internacionais.


umar.pngumar-2.jpg

 

Na atualidade podemos, então, ver a existência de vários grupos feministas em ação no nosso país, que, apesar de mais recentes, continuam, a maior parte deles, a lutar pelas mesmas causas de antigamente (as tais “velhas” causas), como o movimento das Capazes.

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.